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10 de Fevereiro de 2014
Homem que atirou rojão e feriu cinegrafista no Rio seria ligado a deputado
Tatuador disse que tentará identificar o outro suspeito
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Ainda sem identificar o suspeito que atirou o rojão contra um cinegrafista da TV Bandeirante na última quinta-feira durante um protesto no centro do Rio de Janeiro, a polícia deve apurar se o rapaz que aparece nas imagens tem ligação com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSol). À polícia, Marcelo Mattoso, estagiário do advogado que defende o suspeito já preso, Jonas Tadeu Nunes, disse que recebeu ligações da manifestante Elisa Quadros, apelidada de Sininho, nas quais ela teria dito que o suspeito conhece o parlamentar. Sininho, que também já foi presa em outro protesto no Rio, também teria oferecido ajuda jurídica a Raposo.

O deputado, por sua vez, negou conhecer o homem que acendeu o rojão, em entrevista ao Fantástico. Ele confirma ter recebido ligações da ativista, mas diz que Sininho telefonou para solicitar ajuda ao rapaz por temer que Raposo pudesse ser torturado na prisão. “É uma das histórias mais absurdas que já vi. Primeiro quero dizer que sou radicalmente contra qualquer forma de violência, seja de manifestante, seja da polícia. (...) Não tenho a menor ideia de quem foi o responsável por aquela ação que vitimou o Santiago, que é uma pessoa conhecida e querida de nós”, disse Freixo. Já o delegado Maurício Luciano, que chamará Sininho para depoimento e não descarta intimar Freixo, afirma que ainda é necessário apurar a declaração do estagiário. “É muito prematuro fazer qualquer tipo de afirmação”, avaliou. O advogado de Raposo confirma a ligação de Sininho. “Essa moça que eu não conheço perguntou meu nome. Eu dei o nome e ela alegou que estava ligando a mando do deputado e oferecendo uma equipe de criminalista para defender o rapaz, o Fábio. E que o outro menino também era companheiro dela”, afirmou Jonas Tadeu.

Preso na manhã de ontem, o tatuador Fábio Raposo, 22 anos, que manuseou o rojão que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes na última quinta-feira durante um protesto no centro do Rio de Janeiro, aceitou colaborar com a polícia. Raposo já tinha admitido ter participado da ação, mas negava conhecer o coautor do crime, que continua foragido. Ontem, entretanto, ele disse que já tinha visto o rapaz em outras manifestações. O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade continuava hospitalizado em estado muito grave até o fechamento desta edição.

De acordo com o delegado Maurício Luciano de Almeida Silva, o tatuador disse que tentará identificar o outro suspeito. “Na questão da delação premiada, a princípio, ele concordou em colaborar e verá se há possibilidade de identificar a pessoa, porque ele diz não saber o nome, mas pode reconhecê-la. Ele já viu o rapaz em manifestações, mas disse que não é do círculo de amizades dele. Tanto ele não tem contato íntimo como desconhece seus dados qualificativos”, disse o delegado.

Fonte: Diário de Pernambuco


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