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11 de Setembro de 2013
Parabéns Flores, 121 anos de Emanicipação, 230 da Paroquia de Nossa Senhora da Conceição.
Um pouco da história
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Flores, Pajeú, ou Pajeú de Flores como se dizia antigamente, fica na zona outrora denominadaSertão do Rodelas, capitania do rio S. Francisco, na compreensão da paróquia de Cabrobó, e as suas terras, como as de toda zona norte afora das margens daquele rio até as abas da serra do Araripe, pertenciam então, em grande parte, ao mestre-de-campo Francisco Dias  d’Ávila, da casa da Torre, da Bahia, originárias das grandes datas de sesmarias concedidas a seu pai pelos governadores de Pernambuco.

Situado às margens do rio Pajeú um arraial(lugarejo de caráter provisório, temporário) de índios mansos, tapuias, a insalubridade da povoação de Cabrobó, situada junto ao rio S. Francisco, levou a um dos seus párocos a fixar a sua residência naquela situação de clima saudável e ameno, fertilíssima, e de boas água, e  onde já não chegavam, pela sua distância, as moléstias próprias daquela povoação, particularmente as chamadas carneiradas.

Flores, Pajeú, ou Pajeú de Flores como se dizia antigamente, fica na zona outrora denominadaSertão do Rodelas, capitania do rio S. Francisco, na compreensão da paróquia de Cabrobó, e as suas terras, como as de toda zona norte afora das margens daquele rio até as abas da serra do Araripe, pertenciam então, em grande parte, ao mestre-de-campo Francisco Dias  d’Ávila, da casa da Torre, da Bahia, originárias das grandes datas de sesmarias concedidas a seu pai pelos governadores de Pernambuco.

Situado às margens do rio Pajeú um arraial(lugarejo de caráter provisório, temporário) de índios mansos, tapuias, a insalubridade da povoação de Cabrobó, situada junto ao rio S. Francisco, levou a um dos seus párocos a fixar a sua residência naquela situação de clima saudável e ameno, fertilíssima, e de boas água, e  onde já não chegavam, pela sua distância, as moléstias próprias daquela povoação, particularmente as chamadas carneiradas.

1696 - Veio daí a formação de um povoado naquele arraial, de que já encontramos notícia positiva em 1696, como se vê da nomeação de Sebastião Lima, para comandar, com o posto de capitão, a companhia de ordenanças do Pajeú, e ainda em 1706, como consta da patente de capitão de ordenanças do Distrito do Pajeú, conferida a Pedro Leite de Oliveira pelo capitão-mor da vila de Penedo, em virtude de autorização a respeito conferida pelo governador D.Fernão Martins Mascarenhas de Lencastro.

 1741 – Posteriormente foram os índios do referido Arraial convenientemente aldeiados, cuidando-se de sua catequese e civilização, e daí a Aldeia de Santo Antonio de Pajeú, que existia já regularmente constituída em 1741, sob a direção do padre Frei Lino da Cruz, religioso franciscano do convento de Recife, a cuja ordem estava confiada a missão, e na qual se conservaram os padres capuchos, bem como em outras diversas missões até os anos de 1760 quando foram dispensados.

02 DE JANEIRO DE 1749 – Uma capela antiga, sob a invocação de N.S. do Rosário, fundada na povoação por uma associação de pretos escravos, em data ignorada; mas, constituindo o seu patrimônio  canônico  pelo mestre-de-campo Francisco Dias d’Ávila por escritura de 2 de janeiro de 1749, verifica-se que a sua fundação vem dessa época.

1774 – Em 1774 fazia parte do julgado(divisão territorial sobre a qual tem jurisdição o juiz ordinário ) de Tacaratú, como encontramos, mas em 1776 já a aprovação estava constituída em julgado independente, com o seu respectivo juiz ordinário, e um tabelião público.

 1780 – Em  1780 havia um capitão dos forasteiros da Ribeira do Pajeú, e um capitão-mor dos homens nobres da mesma ribeira.

1781 – Em 1781 um sargento-mor dos forasteiros da classe dos homens pardos, cuja jurisdição se estendia ao Riacho do Navio;

1782 – Em 1782 tinha um coronel das conquistas;

1784 – E em 1784 já tinha organizadas as suas tropas de infantaria de ordenanças.

11 DE SETEMBRO DE 1783 – Nesta data foi expedido um alvará criando a paróquia de N.S. da Conceição de Pajeú de Flores, sendo o seu território desmembrado da de Cabrobó, e instalada pelo vigário João de Santana Rocha, na antiga capela de N.S. do Rosário. 

Posteriormente, com o desenvolvimento da localidade, foi aquele templo substituído por uma igreja, de boa arquitetura, e incorporada uma irmandade de N.S. do Rosário, sua padroeira, que perdurou por muitos anos, celebrando sempre as suas festividades com muita solenidade; mas passando a servir de igreja matriz por concessão da irmandade dos pretos ,mudada a sua invocação para a de N.S. da Conceição padroeira da paróquia, feitas várias obras de reparos e ornatos graças à iniciativa e esforços do vigário Pedro Manuel da Silva Burgos, e reconstruída em 1861 pelo padre capuchinho Frei Serafim de Catânia, em missões na localidade, é hoje um suntuoso templo, de apurado gosto artístico, e mesmo luxuoso nas suas disposições e ornamentações internas.

Para melhor regularidade do serviço religioso da igreja matriz, resolveram os moradores da localidade, em 1854, de acordo com o missionário capuchinho Frei Caetano de Messina e com o pároco da freguesia o padre Pedro Manuel da Silva Burgos, instituir uma irmandade do SS. Sacramento, sendo o seu respectivo compromisso aprovado em mesa-geral  de 20 de agosto de 1854, ficando a corporação instalada pelo artigo primeiro do mencionado compromisso. Aprovado na parte religiosa em 12 de abril de 1855 teve depois a civil, ficando assim legalmente instituída a corporação.

Em virtude de disposições daqueles estatutos, corria por conta da irmandade as festas decorpus Christi e de N.S. da Conceição, padroeira da igreja, e outros atos religiosos; e a prestação de sepultura aos irmãos da confraria, seus filhos e escravos.

15 DE JANEIRO DE 1810 – Nesta data foi expedido um Alvará com força de Lei criando acomarca do sertão de Pernambuco, desanexando da antiga (Comarca de Pernambuco) algumas vilas e julgados e erigindo em vila as povoações de Pilão Arcado e de Flores na ribeira do Pajeú, e cujo alvará continha o sinal Régio do Príncipe – Conde de Alvor.

Com a criação da Comarca do Sertão de Pernambuco, pelo  Alvará com força de Lei de 15 de janeiro de 1810, ficou o julgado de Flores fazendo parte da mesma comarca, e em observância do referido Alvará teve a sua povoação o predicamento de vila, como propusera ogovernador Caetano Pinto de Miranda Montenegro e ficando esta (Flores) como sede da comarca, - por ter suficiência para isso, ser uma grande povoação, com brejos férteis nas serras vizinhas, que abundam de mantimentos, já com alguma cultura do algodão que se transporta para esta praça do Recife, a ela não chegar às moléstias do rio S. Francisco, e nem mesmo ser atingida nas maiores epidemias havidas naqueles sertões, - como escreve o referido governador em ofício de 22 de julho de 1805 dirigido ao ministro visconde de Anadia, propondo a criação da dita comarca.

26 DE MAIO DE 1811 – Foi instalada a vila de Flores, pelo Desembargador ouvidor-geral e corregedor da comarca do sertão Dr. José Marques da Costa, no prédio da sua residência; no dia seguinte teve lugar o levantamento do pelourinho da vila, no local destinado para construção do paço da câmara do senado e cadeia (local da atual prefeitura) recitando então o ouvidor um breve discurso; a 28 de maio do mesmo ano teve lugar à eleição das justiças e pessoas da governança da vila, que  a 30, deferido o competente juramento, foram empossadas nos seus cargos; a 31 celebrou o ouvidor a sua primeira audiência geral de provimentos, e de assinação do patrimônio da câmara; e a 7 de junho procedeu-se à eleição do capitão-mor da vila.

Para câmara saíram eleitos: juizes ordinários, Manuel Lopes Barros e João da Graça Sampaio; juiz de órfãs, o capitão Pedro José Delgado; vereadores, João Luis de Sousa Rangel, Manuel Felix de Veras, e Simão Pedro de Santana Rocha; e procurador Antonio de Paiva Matos, cujos funcionários prestaram o competente juramento e tomaram posse dos seus cargos na casa do ouvidor, por ainda não ter a câmara um prédio próprio para as suas funções. 

O PRIMEIRO PREFEITO

Apesar de o cargo de prefeito municipal só ter sido criado com o advento da República, a verdade é que durante seis anos, entre 1.836 a 1.842 vigourou na provincia a instituição das "prefeituras das comarcas" criadas pela Lei Provincial de Nº 13, de 7 de maio de 1.836, ao tempo do Presidente Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque. Foi neste período que o Major Francisco Barbosa Nogueira Paz foi eleito prefeito de Flores com 353 votos. Passando o mesmo para História como um célebre "prefeito" de Flores e em verdade assinava os documentos oficiais que expedia, intitulando-se " prefeito da Comarca"17

 

LOCALIZAÇÃO

A cidade de Flores fica a margem direita do rio Pajeú, em terreno um tanto acidentado e pedregoso, e a 263 quilômetros da estação de Pesqueira. Tem além da sua igreja matriz, um belo templo, o edifício da cadeia, a mais importante do interior do Estado, cujas obras, iniciadas em 1872, foram concluídas em 1881; um cemitério com capela, fundado em 12 de dezembro de 1853 por Frei Caetano de Messina, e concluído pela irmandade do SS. Sacramento da igreja matriz; e dois açudes nas vizinhanças da cidade.

 O NOME DE FLORES

Sobre o nome de Flores, imposto à povoação, e depois extensivo a todo o município, há duas correntes na localidade, parecendo-nos, porém, preferentemente aceitável, a que se prende à existência de uma fazenda de gados, em tempos remotos, no próprio local em que está situada a cidade, conhecida como Fazenda dos Flores, do apelido de família dos seus primeiros proprietários, e depois por Pajeú de Flores, por ficar à margem direita do rio daquele nome, que nascendo na serra de Jacarará, atravessa todo o município, e  passando por outros deságua no S. Francisco. Naturalmente extinta aquela fazenda pastoril, com o desenvolvimento da povoação, ficou, porém uma propriedade conhecida por Sítio das Flores, pertencente à casa da Torre, da Bahia, como encontramos em documento local de 1756. Enfim, teve Flores a sua constituição de município autônomo  em 1893, com a posse do seu respectivo conselho municipal.

DATAS HISTÓRICAS DO MUNICÍPIO DE FLORES 

(1)*Criação da Comarca do Sertão de Pernambuco, e da vila de FLORES 15 de janeiro, 1810

(2)*Instalaçãoda Câmara e levantamento do pelourinho 27 de maio, 1811

(3)*Criação da Comarca de Flores 20 de maio, 1 833

(4)*Transferéncia da sede do município e da comarca, para a povoação de Serra Talhada 06 de maio, 1851

(5)*Recriação do município de Flores 26 de maio, 1858

(6)*Reinstalação da Câmara 14 de fevereiro 1 859

(7)*Constituição do município(com base no art. 2° das disposições gerais da Lei N°. 52 de 03/08/1892 02 de agosto, 1893

(8)*Elevação a cidade 01 de julho 1909 -Lei Estadual n. 991, de 01/07/1.909, Art. 3°.., § 4°.. 

(9)*Restauração da comarca 13 de junho 1934 -Decreto Estadual N°. 305 de 13/06/1.934.


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